Reunião técnica discutiu projeções para o PIB, custos operacionais, mão de obra, renovação de frota e investimentos em infraestrutura
A CNT apresentou, nessa terça-feira (12), ao Banco Central, um panorama das perspectivas econômicas do transporte e da logística no Brasil, com ênfase nos principais desafios conjunturais e estruturais que impactam o desempenho do setor.
O encontro, realizado de forma virtual, reuniu representantes da área econômica da Confederação e do Depec (Departamento Econômico) do Banco Central, responsável por subsidiar tecnicamente o Copom (Comitê de Política Monetária), que define a meta da taxa Selic. Na pauta, estiveram temas como crescimento do PIB, custos operacionais, mercado de trabalho, financiamento e renovação de frota.
Durante a reunião, a gerente executiva de Economia da CNT, Fernanda Schwantes, destacou o papel estratégico do transporte para a economia brasileira e defendeu a adoção de políticas estruturantes que ampliem a competitividade do setor. “O transporte está presente em praticamente todos os municípios brasileiros e é fundamental para o desenvolvimento econômico e social. Por isso, é essencial avançar em medidas que reduzam custos, ampliem investimentos e fortaleçam a infraestrutura logística”, afirmou. Dados apresentados pela Confederação indicam que empresas transportadoras estão presentes em 5.463 municípios, o que corresponde a 98,1% do território nacional.
Entre os pontos discutidos, estiveram as projeções econômicas para 2026. A CNT estima crescimento de 1,28% para o PIB brasileiro e expansão entre 0,37% e 0,97% para o PIB do transporte.
A entidade também destacou os impactos da volatilidade internacional do mercado de petróleo e da alta dos combustíveis sobre os custos operacionais, especialmente do óleo diesel e do QAV (querosene de aviação), uma vez que os combustíveis representam entre 30% e 40% da matriz de custos das empresas de transporte e logística. Além disso, foram abordados desafios relacionados à disponibilidade de mão de obra qualificada e às discussões sobre jornada de trabalho.
Segundo Fernanda Schwantes, “o Banco Central tem buscado estabelecer canais de diálogo com representantes de setores não financeiros para compreender suas percepções sobre a atividade econômica e o desempenho dos seus segmentos”.
A CNT reforçou, ainda, pautas prioritárias para o desenvolvimento do setor, com destaque para o financiamento e a modernização do transporte. Entre os temas apresentados estão a renovação de frota, os investimentos em polos logísticos, a ampliação da conectividade nas vias e o fortalecimento da segurança da infraestrutura. Foram também mencionadas iniciativas ambientais, como o Programa Despoluir, e estudos voltados à renovação de caminhões e ônibus.
Ao final do encontro, a Confederação apresentou o cronograma de divulgações técnicas previstas para 2026, incluindo o Plano CNT de Transporte e Logística, O Transporte Move o Brasil: Propostas da CNT ao País, o Índice de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas e a próxima edição da Pesquisa CNT de Rodovias.
Participaram da reunião, pela CNT, além de Fernanda Schwantes, os economistas Carlos Espinel e Ana Luísa Costa, e o assessor da Presidência Igor Fernandes. Pelo Banco Central, estiveram presentes Ricardo Sabbadini, chefe do Depec; André Barbosa Costa, assessor sênior; e os auditores José Carlos Arantes, Glaucus Bernardino Alves e Tyrso Meireles.
Fonte: CNT / Foto: Divulgação
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