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Mercado 29/05/2023 - por Gazeta do Povo

Mais faixas, trincheiras e ciclovia: o que esperar para o Contorno Sul de Curitiba

Entre os trechos incluídos no lote está o Contorno Sul em Curitiba (PR), importante ligação para quem vem do interior do Estado em direção ao Porto de Paranaguá

Mais faixas, trincheiras e ciclovia: o que esperar para o Contorno Sul de Curitiba

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou, no dia 12 de maio, o edital de concessão do primeiro lote do novo pedágio no Paraná. O documento prevê tarifa básica de R$ 10,67 para cada 100 quilômetros de rodovias de pista simples e de R$ 14,94 para cada 100 quilômetros de pista duplicada. Entre os trechos incluídos no lote está o Contorno Sul em Curitiba (PR), importante ligação para quem vem do interior do Estado em direção ao Porto de Paranaguá.

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do governo federal, 55 mil veículos passam, diariamente, pelos dois sentidos do Contorno. A rodovia tem dois problemas principais: além de pontos de congestionamento, a pista está em condições ruins, tanto nas faixas centrais quanto nas marginais.

Hugo Martins Pereira, mestre em Engenharia de Transportes e Gestão Territorial e professor da Universidade Positivo (UP), afirma que o trecho é pequeno e precisa ser colocado como prioridade. No total, o Contorno Sul tem 15 quilômetros de extensão.

“O Contorno Sul está completamente abandonado. Ele foi concebido para desviar o tráfego de veículos pesados de dentro da cidade, mas acaba sendo usado pelos moradores também. O trecho, que é de competência federal, não estava no pedágio anterior e não recebia o investimento que precisava. Não dá para ficar tudo nas costas da prefeitura”, afirma o professor.

Pedágio no Contorno Sul

Edital prevê mais faixas, marginal e ciclovias em trecho com trânsito carregado

Onde fica?

O Contorno Sul é parte das rodovias BR-376 e BR-476 e tem 15 km de extensão. Começa no entroncamento com dois pontos da BR-116, a Linha Verde e a estrada que vai para Fazenda Rio Grande, e vai até a região do Campo Comprido, onde encontra a BR-277 em direção a Ponta Grossa.

Quais são os gargalos hoje?

Há congestionamentos frequentes. Além disso, uma das vias marginais está incompleta. Também faltam passarelas para dar segurança aos pedestres. 

Quais serão as principais obras realizadas?

  • Mais 7 km de marginal
  • Implantação de 14 km de ciclovias
  • Faixas adicionais: o Contorno Sul passará a ter quatro pistas mais o acostamento em cada um dos
  • sentidos, além das marginais. Hoje, são apenas duas. 
  • Implantação de seis passarelas 
  • Implantação de quatro trincheiras, formando binários

Qual é o prazo para que as obras fiquem prontas?

A previsão é de que as obras fiquem prontas entre o terceiro e o quinto ano de concessão.

Preparação para obras no Contorno

No total, o edital de concessão prevê um total de investimentos de R$ 7,9 bilhões, distribuídos em 473 quilômetros de rodovias.

Para o Contorno Sul há várias melhorias previstas, com prazo relativamente curto para execução: segundo o edital, as intervenções devem ficar prontas entre o terceiro e o quinto ano da concessão. Ao todo, o contrato é de 30 anos. O leilão da licitação acontece no dia 25 de agosto, na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3.

João Arthur Mohr, gerente de assuntos estratégicos da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), explica que a primeira obra relacionada ao Contorno acontecerá em outra rodovia, a PR-423, que liga Balsa Nova a Araucária.

A estrada, que tem pista simples, será duplicada antes do Contorno Sul. Com isso, será possível desviar o tráfego que passaria pelo trecho. Com isso, os veículos pesados serão desviados do trecho que tem mais congestionamentos, que fica perto da Volvo e de outras indústrias.

“O caminhão que vem do interior do Paraná pela BR-277 ou pela BR-376 em direção a Paranaguá não vai mais pelo Contorno Sul, vai virar à direita na PR-423 e ir até Araucária. Ou seja, vai entrar no Contorno Sul só mais para frente, na conexão com o Contorno Leste”, explica Mohr.

A previsão é de que a obra na PR-423 fique pronta no terceiro ano de concessão. No mesmo período, devem ser feitas obras de ampliação da marginal do próprio Contorno. A via está incompleta em um dos sentidos, o que acaba congestionando o tráfego nas faixas principais. Também está prevista a instalação de ciclovias nos dois lados da pista.

“Com essa parte da obra pronta, será possível fazer com que as marginais tenham sentido único, o que dará mais fluidez ao tráfego. A nova marginal também possibilitará o desvio da pista central, preparando o Contorno Sul para receber as melhorias mais importantes”, diz o gerente da Fiep.

Mais faixas, passarelas e trincheiras

A principal obra prevista é o aumento do número de faixas no Contorno Sul. Hoje, a pista é dupla nos dois sentidos. Com a obra, serão quatro pistas em cada lado, mais o acostamento, além das duas marginais concluídas. O edital prevê, ainda, a implementação de seis passarelas, facilitando a travessia de pedestres, e de quatro trincheiras.

Junto com as trincheiras que já existem, as obras possibilitarão a criação de binários. Quatro trechos terão as novas estruturas:

  • Na travessia da estrada velha de Araucária, para quem chega pela João Bettega;
  • Na rua Álvares de Azevedo, criando um binário com a Raul Pompéia no cruzamento da BR-376;
  • Na rua Theodoro Locker, para quem vem da Vila Sandra, no Campo Comprido;
  • Na rua Benedito Carolo, entre a Eduardo Sprada e a BR-277 sentido Ponta Grossa, facilitando o acesso à Universidade Positivo. 

Também está prevista a implementação de iluminação em todo o trecho, complementando o que o governo do Paraná já está realizando na região. O estado investiu R$ 21,6 milhões na instalação de um sistema de iluminação em LED e de outros mecanismos de segurança rodoviária, que estão sendo implementados em um trecho de 10,7 quilômetros do Contorno Sul. Em março, as obras atingiram 50% de execução.

Agro espera melhorias

Nilson Camargo, assessor técnico e econômico do sistema Faep/Senar-PR, que representa o setor agropecuário do estado, afirma que as obras devem facilitar o acesso ao Porto de Paranaguá, dando mais agilidade ao transporte.

Segundo ele, como o trecho é pequeno, é possível realizar essas obras em um período de apenas cinco anos. “Ficaríamos muito satisfeitos se todas essas melhorias fossem realmente realizadas. Embora o edital seja uma obrigação, a gente sabe que isso nem sempre se cumpre”, afirmou Camargo.

De acordo com Hugo Martins Pereira, engenheiro e professor da UP, as rodovias que estavam sob concessão acabaram perdendo qualidade e estrutura depois que ficaram sem o pedágio, apresentando problemas de iluminação e sinalização, além de atendimento precário ao usuário. Para ele, com um edital bem construído, que possua um cronograma definido e mecanismos que garantam os investimentos, o pedágio será mais vantajoso para os motoristas.

“O Estado passa a administração para a iniciativa privada justamente porque não tem estrutura para manter [as rodovias]. O importante é que a concessão tenha transparência e um contrato bem estruturado. Hoje, o Brasil tem mais experiência nesse tipo de arranjo”, avalia.

Modelo do pedágio

O leilão do pedágio paranaense ocorrerá com base na menor tarifa. O edital prevê que a empresa vencedora deve realizar aportes progressivos em uma espécie de "caixa", de acordo com o valor do desconto na tarifa.

Ou seja, quanto menor a tarifa, maior deverá ser o montante reservado pela concessionária para ser aplicado na própria rodovia. O dinheiro poderá ser usado para executar obras não previstas, por exemplo.

Depois do leilão, que ocorre em agosto, a expectativa é de que o contrato seja assinado até o dia 29 de dezembro.

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Fonte: Gazeta do Povo / Foto: AMEP

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