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Mercado 11/06/2026 - por SETCEPAR

Inventário de carbono do SETCEPAR aponta que emissões indiretas representam 61% do total registrado pela entidade

O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR) concluiu recentemente seu primeiro inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE), referente ao ano-base de 2025

Inventário de carbono do SETCEPAR aponta que emissões indiretas representam 61% do total registrado pela entidade

O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR) concluiu recentemente seu primeiro inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE), referente ao ano-base de 2025. O levantamento identificou a emissão de 29,33 toneladas de CO? equivalente (tCO?e) nas unidades de Curitiba e Londrina e apontou que 61% do total registrado pela entidade está concentrado no Escopo 3, que reúne as emissões indiretas relacionadas a atividades como o deslocamento casa-trabalho dos colaboradores e viagens corporativas.

Elaborado com base na metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, referência nacional para contabilização de emissões corporativas, o inventário revelou que o Escopo 1, composto pelas emissões diretas geradas pela frota própria e pelo uso de gases refrigerantes em equipamentos de climatização, representa 33% do total apurado. Já o Escopo 2, referente ao consumo de energia elétrica das unidades da entidade, responde pelos 6% restantes. O estudo também mostrou que a unidade de Curitiba concentra aproximadamente 70% das emissões do SETCEPAR, indicando onde estão as principais oportunidades para futuras ações de redução.

Para Luiz Gustavo Nery, vice-presidente do SETCEPAR e membro do Comitê ESG da entidade, o levantamento representa um passo importante para fortalecer a gestão ambiental baseada em dados concretos. “O inventário de emissões de gases de efeito estufa do SETCEPAR é o primeiro realizado pela entidade e representa um marco importante para o sindicato e para o setor. Mais do que um exercício de reporte, ele cria uma base sólida para que possamos compreender nossas emissões, identificar oportunidades de melhoria e construir metas futuras de redução”, afirma.

Outro dado que chamou atenção foi a relevância das emissões associadas aos gases refrigerantes utilizados nos sistemas de ar-condicionado. O inventário identificou que as emissões fugitivas responderam por quase metade das emissões diretas da entidade, tornando-se um dos principais pontos de atenção para futuras ações de mitigação. O levantamento também apontou a emissão de 1,2 tCO?e relacionadas ao uso do gás refrigerante HCFC-22, considerado de elevado potencial de aquecimento global.

Entre as emissões indiretas, o deslocamento diário dos colaboradores entre casa e trabalho se destacou como a principal fonte emissora, concentrando 74,6% das emissões do Escopo 3. As viagens a negócios responderam pelos 25,4% restantes. Os dados permitem compreender com maior precisão o perfil das emissões da entidade e direcionar futuras estratégias de gestão e redução de impactos ambientais.

Segundo Marilice Collin, especialista em Direito Ambiental e fundadora da Allia-eco, empresa responsável pelo apoio técnico ao projeto, o inventário vai muito além de uma obrigação ambiental. “O inventário permite que empresas e entidades compreendam, com base em dados concretos, onde estão suas principais fontes de emissão e quais atividades geram maior impacto ambiental. A partir desse diagnóstico, é possível criar políticas de redução, aumentar a eficiência operacional e fortalecer a governança ambiental”, explica.

Para Luiz Gustavo Nery, embora o levantamento reflita a realidade operacional de uma entidade sindical e não de uma transportadora com frota ativa, ele reforça uma mensagem importante para todo o setor. “O que importa não é apenas o tamanho da pegada de carbono, mas a decisão de medi-la e utilizá-la para orientar ações futuras. A mensuração deixou de ser apenas uma boa prática para se tornar um diferencial competitivo, especialmente em um mercado que exige cada vez mais transparência, governança e responsabilidade ambiental”, destaca.

O inventário foi desenvolvido com apoio das consultorias JT.Con e Allia-eco, e seguiu as diretrizes do Programa Brasileiro GHG Protocol e da ABNT NBR ISO 14064. A partir dos resultados obtidos, o SETCEPAR pretende ampliar as ações do seu Comitê ESG e incentivar que cada vez mais empresas do transporte rodoviário de cargas iniciem sua própria jornada de mensuração e gestão das emissões.

 

Fonte: SETCEPAR / Foto: Divulgação

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